Agência EFE
DAMASCO - O partido governante Baath e seus aliados reforçaram seu domínio do Parlamento sírio nas eleições legislativas do fim de semana passado, que, segundo anunciou nesta quinta-feira o Governo, tiveram uma participação de 56,12% do eleitorado.
Como era previsto, a Frente Nacional, liderada pelo partido al-Baath, do presidente sírio, Bashar al-Assad, renovou uma ampla maioria. As cadeiras dos deputados 'independentes' foram reduzidas, segundo informou o ministro do Interior, o general Basam Abdul Majid, em entrevista coletiva.
Os partidos no poder aumentaram passaram de 167 para 172 cadeiras. Os 'independentes', em sua maioria empresários e industriais próximos ao regime, caíram de 83 para 78. A câmara tem 250 cadeiras.
Nem a introdução de urnas transparentes chegou a estimular os elitores. Há sérias dúvidas de que mais da metade dos 12 milhões de cidadãos tenha realmente votado, como afirma o Governo.
Majid disse aos jornalistas que o processo eleitoral foi "democrático e transparente' e que a participação foi 'boa'.
Foi a segunda eleição deste tipo desde que Bashar al-Assad recebeu o posto de seu pai e assumiu a Presidência, em 2000, com uma série de promessas de democratização ainda não cumpridas.
A oposição, que boicotou o processo, afirma que o Parlamento não teve autoridade para supervisionar as políticas do Governo nem capacidade para defender os interesses do povo, sob uma lei marcial em vigor há mais de quatro décadas.