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EUA acusa Irã de manter preso ex-agente do FBI desaparecido

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REUTERS

WASHINGTON - Os Estados Unidos acreditam ser possível que o Irã esteja mantendo detido um ex-agente do FBI desaparecido desde março, disse uma autoridade sênior do Departamento de Estado dos EUA nesta segunda-feira, apesar de não ter fornecido nenhuma prova da declaração.

O ex-agente do FBI, principal órgão de inteligência doméstica nos EUA, Robert Levinson, desapareceu em março durante visita à ilha Kish, no Irã.

Autoridades norte-americanas disseram acreditar que ele estava em território iraniano, mas não deram informações válidas sobre a exata localização de Levinson. Ainda não se sabe por que ele foi ao país.

- Na ausência de qualquer outra explicação você tem que começar a considerar outras possibilidade e é certamente possível que ele esteja detido - disse a autoridade, falando sob condição de anonimato.

No começo do mês, o jornal britânico Financial Times noticiou que Levinson estaria detido por autoridades iranianas.

O ministro da inteligência do Irã foi citado no domingo dizendo a uma agência de notícias que seu país não está mantendo Levinson detido, mas está investigando o caso.

Os Estados Unidos, no fim de semana, enviaram uma quinta mensagem ao Irã pedindo informação sobre a localização do ex-agente, indicando relatos de que ele estaria sob custódia iraniana, disse o Departamento de Estados nesta segunda-feira.

Diplomatas temem que o caso possa marcar uma guinada nas tensões entre EUA, Grã-Bretanha e Irã, que começou com a detenção de cinco iraquianos pelos EUA e depois 15 marinheiros britânicos pelo Irã, em março.