Agência EFE
JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou neste domingo que fazer o possível para obter a paz é uma obrigação de qualquer Governo para com os soldados mortos em combate e seus familiares.
- É nossa obrigação com os soldados mortos em combate e com seus familiares, e com todos os cidadãos de Israel, fazer o possível para atravessar o longo caminho da guerra e fazer a paz - afirmou Olmert em um ato público por causa do Dia da Lembrança, celebrado a partir desta noite.
O primeiro-ministro israelense falou em um ato no qual se prestou homenagem aos soldados que morreram na 'libertação' de Jerusalém, conquistada por Israel há 40 anos, com o resto da Cisjordânia e de Gaza.
Olmert acrescentou que Israel está 'atento' aos últimos movimentos dos países árabes para obter a paz, em alusão à iniciativa de paz saudita aprovada na última cúpula da Liga Árabe.
Israel não aceitou oficialmente a oferta de paz, mas o Governo assegurou que 'deixará a porta aberta'.
Os israelenses lembram hoje com um dia de luto os mais de 22 mil homens e mulheres que morreram nos conflitos que o país travou com seus vizinhos árabes, que precede o Dia da Independência, realizado na terça-feira.
O dia de luto começará esta noite com o toque de sirenes por todo o país e na segunda-feira serão realizados atos de lembrança em todos os cemitérios militares e colégios.