Agência EFE
PARIS - O ministro do Interior da França, François Baroin, disse neste domingo que o 'recorde' de participação e o 'retrocesso dos radicais' foram as principais marcas do primeiro turno das eleições presidenciais.
Com seus votos, os franceses elegeram hoje o conservador Nicolas Sarkozy (31% dos votos) e a socialista Ségolène Royal (25,63%) para o segundo turno da corrida eleitoral, que será disputado no dia 6 de maio.
Sarkozy e Royal participarão de um debate televisionado no próximo dia 2, quando confrontarão seus programas de Governo, anunciou neste domingo a emissora 'TF1'.
Baroin disse que a participação dos eleitores no pleito deverá ser 'recorde', de aproximadamente 85%, comparável à da primeira eleição de um presidente francês por voto universal direto, ocorrida em 1965 e que foi vencida pelo fundador da chamada Quinta República, o general Charles de Gaulle.
Segundo o Ministério do Interior, apurados 88,08% dos votos, a participação era de 84,61%.
Segundo Baroin, 'esta mobilização excepcional demonstra que os franceses souberam avaliar a importância desta eleição para o futuro' da França.
- Esta participação em massa é a tradução de uma vitalidade democrática intacta - ressaltou Baroin, que substituiu Sarkozy no fim de março passado, quando este abandonou o cargo para se dedicar plenamente à sua campanha eleitoral.
- O outro feito de destaque nesta jornada eleitoral foi 'o retrocesso dos radicais, após o espetacular avanço de 2002 - acrescentou Baroin.
No primeiro turno das eleições de 2002, o ultradireitista Jean-Marie Le Pen conseguiu tirar da corrida eleitoral o socialista Lionel Jospin e disputar o Palácio do Eliseu com Chirac, que conseguiu renovar seu mandato com mais de 82% dos votos.
Naquele ano, a eliminação de Jospin foi, em grande parte, decorrente da dispersão dos votos da esquerda em várias candidaturas.
Por fim, o ministro do Interior elogiou o fato de que em 2007 os eleitores estão tendo a oportunidade de decidir 'com total clareza o futuro' da França.
Em 2002, não houve debate de idéias no segundo turno, já que este se estruturou sobre a necessidade de os partidos políticos se unirem para barrar o avanço da extrema direita.