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WASHINGTON - A briga entre o Congresso dos Estados Unidos e o presidente George W. Bush sobre o Iraque deverá atingir seu ápice nesta semana, quando os democratas deverão aprovar os 100 bilhões de dólares para a continuidade dos combates, mas estabelecendo prazos para a retirada das tropas. Bush prometeu vetar leis que estabeleçam datas para a remoção dos soldados de combates norte-americanos da guerra do Iraque, que está em seu quinto ano.
Mas quando o painel de membros do Senado e da Câmara dominado por democratas reunir-se nesta segunda-feira para acabar com as diferenças em suas propostas de lei, o produto final deverá conter datas de retirada em 2008. Muitos legisladores especulam que as datas podem não ser obrigatórias, conforme a lei aprovada pelo Senado.
- Quanto mais continuarmos seguindo a linha do presidente, mais longe estaremos de pôr um fim responsável a esta guerra - disse Harry Reid, líder da maioria no Senado, que na quinta-feira afirmou que a guerra no Iraque está "perdida".
O democrata de Nevada, que pediu mudança de direção no Iraque, fez as declarações na semana em que ele e Bush trocaram farpas e em que a violência e as mortes no Iraque voltaram a explodir. O deputado Rahm Emanuel (Illinois), líder democrata, disse que os toques finais sobre a linguagem tratando da guerra no Iraque podem ser concluídos neste fim-de-semana. Isso será a base para os trabalhos na segunda-feira.
No mês passado, a Câmara dos EUA aprovou uma lei estabelecendo o dia 1o de setembro de 2008 como prazo final para os combatentes norte-americanos deixarem o Iraque. O Senado pede a retirada de algumas tropas neste ano, com um objetivo final, não obrigatório, de saída da maioria dos 146.000 soldados até 31 de março de 2008. Quase todos os republicanos do Congresso votaram contra os prazos. Mas, nos últimos dias, o secretário da Defesa, Robert Gates, disse que o debate sobre datas no Congresso ajuda. Na quinta-feira, ele disse a líderes iraquianos em Bagdá que os EUA não podem comprometer suas tropas por tempo indefinido.
O Congresso pode votar na quarta-feira a polêmica lei de financiamento da guerra, no mesmo dia em que o general David Petraeus, comandante das forças dos EUA no Iraque, participa de uma sessão fechada com os senadores. Os democratas afirmam que não sabem o que acontecerá depois que Bush vetar sua lei sobre o dinheiro para a guerra. Eles sabem que terão de produzir outra lei para financiar as tropas na zona de guerras, mas estão divididos em relação às condições que podem colocar de forma a conseguir a assinatura de Bush.