Keiko Fujimori critica hipótese de execução em 'Chavín de Huántar'

Agência ANSA

LIMA - A parlamentar Keiko Fujimori, filha mais velha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, qualificou hoje como "repugnante" a versão divulgada em livro sobre as execuções extrajudiciais da operação "Chavín de Huántar", durante a qual foram libertados dezenas de reféns da residência do embaixador do Japão em abril de 1997.

A filha do ex-presidente lamentou a versão aparecida no livro "Secretos del Túnel" (Segredos do Túnel), do jornalista Umberto Jara, segundo o qual um grupo militar de elite ingressou na casa do embaixador do Japão em Lima, junto com os comandos que liberaram os 72 reféns, para executar os membros do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA).

- Recuso essa história. Isso não é certo. O resgate da embaixada se deu sem um grupo de infiltrados. Não sei de onde tiraram essa versão - declarou Keiko, de 33 anos.

- Parece-me repugnante que, quando se quer celebrar os 10 anos do operativo Chavín de Huántar, seja inventado esse tipo de história - sublinhou Keiko.

A líder da bancada fujimorista anunciou a realização de um ato político para celebrar o 10º aniversário da ação e convidou todos os simpatizantes a participar da celebração.

Em 17 de dezembro de 1996, um grupo de 14 pessoas do MRTA tomou a casa do embaixador do Japão durante uma festa e durante 126 dias manteve 72 pessoas reféns.