"BBC' pede libertação de seu correspondente, após saber que está vivo

Agência EFE

LONDRES - A cadeia pública britânica 'BBC' deu nesta quinta-feira as boas-vindas à notícia que seu correspondente em Gaza, Alan Johnston, seqüestrado em 12 de março, continua vivo, ao mesmo tempo em que pediu sua imediata libertação.

- Certamente, cumprimentamos esta notícia, mas o que a família de Alan e a 'BBC' querem acima de tudo são provas firmes de seu bem-estar, e sua libertação imediata - declarou um porta-voz da emissora.

Um alto comando dos serviços secretos palestinos confirmou nesta quinta-feira à Efe que, tal como tinha antecipado o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na Suécia, Johnston está vivo e continuam os esforços para obter sua libertação.

Segundo Abbas, os serviços de inteligência confirmaram este ponto em um relatório entregue esta semana.

Abbas acrescentou que sabe qual é o grupo que mantém em seu poder o jornalista britânico seqüestrado, mas não quis revelar o nome.

As declarações por parte do alto comando dos serviços secretos e do presidente palestino desmentem pela primeira vez as informações que diziam que Johnston teria sido assassinado.

Em um e-mail enviado no domingo de Gaza, um grupo até agora desconhecido que se identificou como Brigadas da Jihad e o Monoteísmo assegurava que seus militantes tinham executado o jornalista.

O caso de Johnston, o jornalista estrangeiro que mais tempo passou em cativeiro até agora em Gaza, dividiu a sociedade palestina, e são várias as vozes que exigem sua imediata libertação.