Após massacre, universidades dos EUA vivem onda de ameaças

REUTERS

WASHINGTON - Uma série de ameaças de bombas e outros alertas assustaram na quarta-feira escolas e universidades dos Estados Unidos, um país traumatizado pelo massacre de 32 pessoas cometido na segunda-feira na Virgínia por um aluno perturbado.

Um dos incidentes ocorreu na própria universidade Virginia Tech, cenário da chacina desta semana. A polícia invadiu o prédio onde funciona a reitoria devido a relatos de uma atividade suspeita, que afinal se revelaram falsos.

O campus continua em choque por causa da atitude de Cho Seung-Hui, de 23 anos, que matou duas pessoas num alojamento estudantil e, duas horas depois, prosseguiu o massacre fazendo outras 30 vítimas fatais e cometendo suicídio num prédio com salas de aula. Foi o pior incidente do gênero na história moderna dos EUA.

Estudantes são as principais vítimas nesse tipo de massacre indiscriminado nos EUA, como o do colégio Columbine, no Colorado, onde em 1999 dois alunos mataram 12 colegas e uma professora antes de cometerem suicídio.

Na quarta-feira, oito prédios da Universidade de Minnesota, em Minneapolis, foram desocupados devido a uma ameaça de bomba, segundo funcionários.

As aulas foram suspensas pelo resto do dia, e os alunos foram orientados a voltarem para os alojamentos e não se aglomerarem, segundo o site da universidade.

O Minnesota Daily, jornal que circula no campus, disse que um bilhete com uma ameaça de bomba foi achado em um dos edifícios no começo da tarde, e que vários prédios da área foram desocupados por precaução. As calçadas ficaram interditadas com fitas amarelas, segundo o jornal.

Duas escolas -- de ensino básico e médio -- também foram fechadas em Columbia, Missouri, na quarta-feira à tarde, depois de um tiroteio entre ocupantes de dois carros nos arredores, segundo o jornal Columbia Tribune. Duas pessoas foram presas, informou a publicação.

Em nota no seu site, a Universidade do Missouri disse que o tiroteio não ocorreu dentro do campus.

No colégio Vista Murrietta, em Murrietta (80 quilômetros ao sul de Los Angeles), foi achada na quarta-feira uma pichação ameaçando que todos iriam morrer em 20 de abril -- aniversário do massacre de Columbine - e que bombas seriam colocadas no campus, que chegou a ser desocupado e teve a segurança reforçada, segundo a imprensa local.

A Universidade Estadual de San Diego, também na Califórnia, recebeu uma ameaça aparentemente falsa durante a noite de que haveria um massacre semelhante ao da Virginia Tech. Funcionários avisaram a polícia, mas as atividades do campus não foram afetadas.

Na região de Denver, Colorado, três escolas receberam ameaças contra alunos específicos ou alertas de bombas. Uma chegou a ser fechada, outra foi desocupada e a terceira foi colocada em alerta. Em nenhum dos casos houve confirmação das ameaças, segundo o jornal The Denver Post.

No internato Lawrenceville, na cidade do mesmo nome em Nova Jersey, um aluno de 18 anos foi preso na tarde de quarta-feira depois de agitar uma arma pela janela de seu alojamento.