ONU apóia leis comuns para lidar com acordos sobre reféns

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ROMA - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que apóia as leis internacionais que estão sendo esboçadas para lidar com crises de reféns, como a que acabou com a Itália libertando prisioneiros do Taliban em um movimento que enfureceu os Estados Unidos.

Ban, em comentários publicados antes de se encontrar com o ministro das Relações Exteriores da Itália na quarta-feira, não quis dizer se concorda com a libertação de cinco Talibans em troca do repórter italiano Daniele Mastrogiacomo.

O Taliban decapitou os dois colegas afegãos do italiano.

- Não cabe a mim dizer se o que foi feito estava certo ou errado, disse ele ao jornal italiano Corriere della Sera.

- Para tratar da questão dos sequestros, leis comuns são necessárias, e a ONU é o local correto para apresentá-las. Eu convido todos os Estados, incluindo a Itália, para apresentar essas propostas para a Assembléia Geral.

Críticos do acordo com o Taliban, incluindo a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, disseram que ele encoraja sequestros e coloca em risco tropas da Otan ao devolver guerrilheiros encarcerados para o campo de batalha.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, concordou em 'iniciar um debate' sobre se deve haver uma política sobre sequestros.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Massimo D'Alema, frustrado com as críticas, disse na semana passada que a ONU e a Otan devem considerar diretrizes sobre meios apropriados para responder aos sequestros.

Ao mesmo tempo, D'Alema descartou uma lei geral de não negociar que 'negaria a todos os países as suas prerrogativas soberanas'. Ele afirma que a política da Itália é de defender a vida de seus cidadãos.