China estabelece reserva estratégica de urânio para assegurar provisão

Agência EFE

PEQUIM - A China anunciou hoje que deve criar até 2010 uma reserva estratégica de urânio a fim de garantir a provisão da indústria nuclear, uma das fontes energéticas mais estimuladas pelo Governo de Pequim. Um documento divulgado pela Comissão de Tecnologia e Indústria para a Defesa indica que a reserva incluirá urânio chinês e importado.

O Governo estimulará a exploração 'prudente' dos 'limitados' depósitos nacionais de urânio: na jazida de Ordos, na região autônoma da Mongólia Interior (norte), e na jazida de Yili, na região autônoma de Xinjiang. A escassez de urânio levou o país a buscar provisões no exterior, onde os preços sobem devido ao aumento da demanda mundial.

A China tem seis usinas nucleares, que somam 11 reatores e uma capacidade total para gerar 8.700 megawatts, embora até 2020 espere contar com 40 reatores para satisfazer 4% de suas necessidades energéticas (contra os 2,2% atuais).

Em janeiro, a China assinou um acordo com a Austrália, país que conta com 40% das reservas mundiais recuperáveis de urânio, pelo qual as companhias australianas poderão vender o combustível à China para uso civil este ano. A Austrália deverá dobrar sua produção de urânio para satisfazer as necessidades do país, que são de 20 mil toneladas do elemento ao ano.