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SANTIAGO - Os presidentes do Chile e da Bolívia, Michelle Bachelet e Evo Morales, podem se reunir na Venezuela para a 1a Cúpula Energética da Comunidade Sul-Americana de Nações, informou na segunda-feira o governo chileno.
O encontro entre Bachelet e Morales seria um novo sinal da aproximação entre Chile e Bolívia, que têm relações diplomáticas estremecidas desde 1978.
O ministro porta-voz do governo chileno, Ricardo Lagos Weber, admitiu que existe uma 'alta probabilidade' de que se realize uma reunião bilateral com Morales, mas 'não poderia assegurar que está confirmada'.
Na semana passada, o Chile rendeu uma histórica homenagem ao herói boliviano Eduardo Abaroa, que morreu nas mãos de tropas chilenas defendendo um ex-território boliviano, durante a Guerra do Pacífico, no final do século 19. Bachelet viaja nesta segunda-feira para a Venezuela para a cúpula energética e para uma visita oficial, em meio a uma polêmica provocada pelas declarações do presidente venezuelano, Hugo Chávez, contra o Senado chileno, que havia criticado o término da concessão da Televisão Rádio Caracas.
A presidente pediu, sexta-feira, 'respeito' às relações e poderes de ambos os países, logo que Chávez fustigou os parlamentares chilenos por aprovarem um acordo para solicitar ao governo que proteste na Organização de Estados Americanos (OEA) pelo término da concessão da RCTV.
Em seu programa de televisão 'Alô presidente' do domingo e em companhia de Morales, Chávez de desculpou com sua colega chilena por sua fala, ainda que tenha reiterado suas críticas ao Senado chileno.
Bachelet e Chávez têm uma reunião prevista para quarta-feira em Caracas, logo depois do término da cúpula energética.