Agência EFE
ASSUNÇÃO - Assessores ligados à Presidência paraguaia recomendaram ao chefe de Estado Nicanor Duarte que aguarde o processo de consolidação do 'Banco do Sul', promovido por Venezuela e Argentina, para analisar a possível adesão do país à instituição financeira.
- Consideramos necessário continuar encorajando a criação desta instituição (Banco do Sul), que não suscita dúvidas no campo da legitimação política, e aguardar um maior amadurecimento do projeto, para tomar a decisão pertinente no momento adequado - informa o relatório entregue a Duarte pela comissão técnica que analisa a viabilidade da proposta de integração financeira.
A equipe de assessores paraguaios é formada pelo chanceler Rubén Ramírez; pelo ministro da Fazenda Ernst Bergen; pelo presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Germán Rojas, e pelo presidente da Agência Financeira de Desenvolvimento (AFD), César Barreto.
As autoridades, que devem definir as vantagens da proposta de adesão feita ao Paraguai pelo Governo da Venezuela em março, disseram ainda que 'existem inúmeros aspectos significativos que requerem consenso, como a estrutura, composição, governabilidade e sustentabilidade' do Banco do Sul.
A equipe de assessores também destacou que 'a sustentabilidade (do Banco) dependerá, em grande medida, da quantidade de países que queiram integrar seu capital'.
Até o momento, Bolívia e Equador se mostraram inclinados a fazer parte da instituição bancária regional, enquanto o Brasil e o Uruguai, membros fundadores do Mercosul, ainda não definiram posicionamento.
O documento da equipe técnica acrescenta que 'a participação do Paraguai em uma organização financeira regional de desenvolvimento das características do Banco do Sul pode conceder ao país uma opção adicional de financiamento'.
Duarte disse, há algumas semanas, que seu país estará mais interessado no projeto caso a medida ofereça vantagens similares às dos bancos suíços, onde estão depositadas as reservas internacionais do Paraguai.
Além disso, o presidente paraguaio disse que as entidades européias pagam uma taxa de juros da 'ordem de 4% ao ano', e destacou que também está incluída uma cláusula que estipula que 'as reservas internacionais dos países que depositam nessa instituição não podem ser embargadas'.