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BAGDÁ - A explosão de um carro-bomba matou até 17 pessoas em uma cidade ao sul de Bagdá neste domingo, no mais recente da série de ataques fora da capital iraquiana desde o início de um novo plano de segurança na cidade.
O prefeito de Mahmudiya, Muaid al-Amiri, disse que o carro-bomba atingiu prédios industriais e matou 17 pessoas, demolindo completamente um edifício de três andares. Muitas lojas menores e alguns carros também foram destruídos.
Ao norte de Bagdá, quatro soldados dos Estados Unidos foram mortos no sábado por uma explosão perto de seu veículo, disse o Exército.
Os militares informaram que a explosão ocorreu na província de Diyala, outra região onde a violência cresceu desde o início do plano de segurança realizado por tropas norte-americanas e iraquianas em Bagdá.
Yehya Najm, do Hospital Geral de Mahmudiya, 30 quilômetros ao sul de Bagdá, disse que o número de mortos na explosão chegou a 15.
O governo disse na semana passada que vai ampliar a ação de Bagdá, que já dura dois meses, para outras cidades. A repressão é considerada uma última tentativa de evitar que o Iraque entre em guerra civil sectária total.
Os militares dos EUA dizem que a violência diminuiu em Bagdá depois do início da ofensiva, com queda de 25 por cento nos "assassinatos e execuções" entre fevereiro e março, além de 60 por cento de queda entre a última semana de março e a primeira de abril.
- Estamos animados com os sinais positivos...mas ainda há um longo caminho a percorrer...Ainda estamos no começo deste plano, disse o porta-voz do Exército norte-americano, o major-general William Caldwell, em entrevista coletiva em Bagdá.
Em sua mensagem de Páscoa, o papa Bento 16 lamentou a situação no Iraque.
- Nada positivo vem do Iraque, despedaçado pela matança, enquanto a população civil foge, disse o papa na Praça de São Pedro.
Em resposta à convocação feita pelo clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr por um protesto antiamericano em Najaf na segunda-feira, milhares de simpatizantes estão viajando em ônibus e carros para a cidade sagrada no sul neste domingo, disseram testemunhas.
Sadr, que os militares dos EUA acreditam estar no Irã, convocou a manifestação em Najaf para esta segunda-feira, quarto aniversário da entrada das tropas norte-americanas na região central de Bagdá, em 2003. Ele exige a saída dos soldados do Iraque.
Testemunhas disseram que policiais estão tentando impedir a chegada de simpatizantes de Sadr a Najaf.
Em um possível problema diplomático para o Iraque, o Irã recusou-se a permitir que o avião em que o primeiro-ministro Nuri al-Maliki viajava, em visita à Ásia, cruzasse seu espaço aéreo durante a noite, disse uma assessor do líder iraquiano.
Sadiq al-Rikabi, que acompanhou Maliki na viagem ao Japão e à Coréia do Norte, disse que o avião foi forçado a voar para Dubai, onde ficou por mais de três horas preparando um novo plano de vôo.
Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Mohammad Ali Hosseini, disse em Teerã: "A permissão para o vôo de Maliki é um assunto normal. Todos os vôos precisam de permissão", disse, sem dar mais detalhes.
O governo do Iraque, que tem apoio dos EUA, segue o delicado caminho de tentar manter boas relações com o Irã, seu vizinho, e com os norte-americanos.