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Governo palestino aprova plano para restabelecer a ordem e a lei

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Agência EFE

RAMALA - O Governo de união da Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderado pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, aprovou hoje um plano para o restabelecimento da ordem e do império da lei nos territórios palestinos.

A declaração foi dada à imprensa pelo ministro de Informações e porta-voz do novo Governo, Mustafa Barghouti, esta tarde em Ramala.

A reunião, com caráter de emergência, foi realizada por videoconferência, já que alguns dos ministros islâmicos do Hamas moram no território da Cisjordânia ocupado por Israel, que não lhes permite viajar à Faixa de Gaza.

O plano gradual deve ser concluído em 100 dias e foi elaborado pelo ministro do Interior, Hani Kawasmi. O projeto será concretizado em três etapas mais uma quarta de longo prazo, que terá como objetivo reabilitar os organismos de segurança da ANP, que contam com 85 mil efetivos.

A primeira etapa consistirá na imposição da lei a fim de acabar com o caos e na remoção de barracas de rua e outros obstáculos para a venda de mercadorias que causam, em muitos casos, sérios engarrafamentos na populosa Cidade de Gaza.

A segunda etapa, explicou Barghouti sem entrar em detalhes, consiste em acabar com as lutas internas entre facções palestinas, como os conflitos entre o Hamas e o Fatah; e entre clãs familiares armados. Quem participar dos confrontos ou de seqüestros será ameaçado de detenção e julgamento pelas forças de segurança da ANP.

Para alcançar o último objetivo, o Governo de coalizão de Haniyeh, que assumiu em 17 de março, compromete-se a reativar o Poder Judiciário para atingir todos os alvos do plano.

Barghouti afirmou que o Executivo também resolveu neste sábado 'tomar medidas práticas' para solucionar a questão em torno do soldado israelense Gilad Shalit, aprisionado há dez meses por comandos de Gaza. Os milicianos condicionam a libertação do soldado de Israel à troca de centenas de prisioneiros palestinos.