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Bombas e tiros matam 19 soldados iraquianos e estrangeiros

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REUTERS

BAGDÁ - Bombas plantadas em ruas e estradas do Iraque mataram quatro soldados britânicos e cinco norte-americanos em um dos períodos de 48 horas mais violentos para as forças de coalizão estrangeiras e as forças de segurança iraquianas.

Também nesse espaço de tempo, dez soldados do Iraque foram mortos a tiros.

Quatro soldados da Grã-Bretanha e um intérprete morreram na explosão de uma bomba que destruiu o veículo blindado deles durante uma emboscada na periferia de Basra, disse o tenente-coronel Kevin Stratford-Wright, porta-voz dos militares britânicos.

- A unidade estava envolvida em uma operação realizada em outro lugar. Quando regressava dessa operação, foi atingida por uma bomba, por disparos de arma de fogo de pequeno calibre e por granadas lançadas por foguete - disse o porta-voz, em Basra.

A nacionalidade do intérprete não pôde ainda ser determinada, acrescentou.

As Forças Armadas da Grã-Bretanha negaram acusações feitas pela polícia iraquiana de que, pouco depois do ataque, soldados britânicos teriam invadido um posto de controle das forças de segurança perto do local e que teriam espancado alguns policiais.

Seis soldados do país europeu foram mortos no Iraque nesta semana, fazendo desta uma das semanas mais sangrentas para as forças britânicas até agora.

Ao menos 140 militares britânicos morreram desde a invasão do Iraque liderada pelos EUA e iniciada em março de 2003. Nesse período, mais de 3.260 soldados norte-americanos foram mortos.

Homens armados também mataram dez soldados do Iraque e feriram um outro em um ataque realizado na quinta-feira contra o posto de controle deles, localizado perto de Mosul, afirmou uma fonte do Exército iraquiano.

Segundo essa fonte, ao menos 40 homens atacaram o posto de controle localizado a noroeste de Mosul, ateando fogo em veículos e confiscando as armas dos soldados.

- Os soldados aparentemente dormiam quando o ataque aconteceu. Eles foram pegos de surpresa e não tiveram nenhuma chance de reagir - afirmou a fonte do Exército, que não quis ter sua identidade revelada.

Quatro bombas plantadas dentro e nas cercanias de Bagdá mataram quatro soldados norte-americanos na quarta-feira, disseram as Forças Armadas dos EUA. Uma bomba semelhante detonada na Província de Diyala (a leste dali), na quinta-feira, matou um outro militar norte-americano.

Esses ataques acontecem depois de um período de calmaria relativa em Bagdá, onde os EUA e o Iraque estacionaram milhares de soldados para realizar uma operação de segurança descrita como a última chance de evitar que o país mergulhe em uma guerra civil.

A violência sectária entre a minoria sunita e a maioria xiita disseminou-se desde o atentado contra um santuário xiita ocorrido um ano atrás. A partir da invasão do Iraque, dezenas de milhares de iraquianos foram mortos e milhões expulsos de suas casas.

O ataque em Basra serviu para dar um gosto amargo ao clima de celebração instalado entre os militares britânicos depois de o Irã ter libertado 15 militares da Grã-Bretanha mantidos sob seu poder há duas semanas. Os militares tinham sido capturados no norte do golfo Pérsico.

- Ouvimos as explosões. Elas chacoalharam nossa casa. Fomos para fora e vimos o veículo blindado completamente destruído e um outro veículo menos danificado - afirmou um morador da área onde ocorreu o ataque de quinta-feira.