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TERÃA - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, surpreendeu o mundo na quarta-feira ao anunciar um 'presente' ao povo britânico -- a libertação de 15 marinheiros presos por seu país há 13 dias.
Ahmadinejad disse em entrevista coletiva que estava disposto a libertar os militares apesar de a Grã-Bretanha não ter sido 'brava o suficiente' para assumir que os soldados cometeram um erro e invadiram as águas territoriais iranianas.
Um conselheiro do presidente iraniano disse que os 15 marinheiros serão entregues à embaixada britânica na quinta-feira e então seguirão para Londres, informou a agência de notícias Mehr.
Mais tarde, em Londres, o primeiro-ministro Tony Blair saudou a libertação dos soldados e disse que a Grã-Bretanha não guarda mágoas dos iranianos. 'Sempre adotamos uma abordagem comedida, firme, mas calma, sem negociar, mas também sem confrontar', disse ele a jornalistas.
- Ao povo iraniano eu diria simplesmente isso: não lhes queremos mal. As discordâncias que temos com o seu governo desejamos resolvê-las pacificamente, por meio do diálogo.
A libertação, anunciada em termos dramáticos e floreados por Ahmadinejad, fez o preço do petróleo finalmente ceder, após semanas de tensão nos mercados financeiros. Os mercados futuros dos EUA e o dólar subiram.
O Irã acusava os marinheiros de terem invadido suas águas territoriais no canal de Shatt El Arab, no extremo norte do golfo Pérsico, que delimita sua fronteira marítima com o Iraque. A Grã-Bretanha alegava que eles permaneceram no lado iraquiano, fazendo inspeções navais sob mandato da ONU.
Antes de fazer o anúncio, Ahmadinejad condecorou os comandantes navais que prenderam os soldados e criticou duramente a Grã-Bretanha, dando a impressão de que não os libertaria.
Autoridades de ambos os lados atenuaram sua retórica e passaram as últimas 48 horas da crise negociando.