Camila Areas, Agência JB
PARIS - A menos de um mês para as eleições presidenciais francesas, Paris se
reveste com as cores, símbolos e retratos de seus candidatos. Se no
Brasil a propaganda política está proibida durante o período de
campanha eleitoral, na França as bancas de jornal, os 'outdoords' e
as paredes universitárias servem de tela para a confronto político
de idéias.
As propagandas do direitista Nicolas Sarkozy, do União por um Movimento Popular (UMP), são o principal alvo. Com inscrições como 'Sarko ou você ama a França ou a deixa', 'Sarko no bairro, polícia por toda parte', a intervenção popular deixa sua marca e
enfrenta os números das pesquisas de opinião que colocam o candidato
em primeiro lugar.
- Essas expressões são importantes. No entanto, grande parte da
publicidade partidária não é voluntária, entao se paga para sujar a
cidade. Além disso, para que quero o retrato do candidato? Seria
melhor usar o espaço para divulgação de suas idéias, quem sabe
aspectos de seu programa político? - sugere Manuela, de 20 anos,
estudante de filosofia na Universidade Paris e que carrega na bolsa um adesivo com a inscrição 'Sarkozy não gosta de mim', uma sátira ao último encontro que o candidato teve com os jovens e no qual disse amá-los para além das distinções de origem e raça.