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WASHINGTON - O presidente George W. Bush disse que quer trabalhar com seu colega brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que a rodada comercial de Doha chegue a uma 'conclusão bem-sucedida' nos próximos meses.
Os dois presidentes devem se encontrar pela segunda vez neste mês no próximo sábado na residência de Camp David, nos arredores de Washington, e as negociações mundiais de comércio devem ser um dos principais temas do encontro.
'Este final de semana o presidente do Brasil vem me visitar, e vamos falar sobre como podemos trabalhar juntos para abrir mercados e, ao mesmo tempo, lidar com suas preocupações em relação a assuntos agrícolas', disse Bush na associação norte-americana de produtores de gado na quarta-feira.
O embaixador do Brasil em Washington, Antonio Patriota, confirmou que a rodada agrícola de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) será um dos temas principais do encontro.'Doha não é tema exclusivo, mas é importante', disse.
O Brasil, defendendo os países em desenvolvimento, luta pela redução dos subsídios agrícolas por parte dos países ricos na rodada agrícola da OMC.
Do seu lado, os Estados Unidos e a União Européia querem mais acesso na área de serviços e bens industriais nos países em desenvolvimento para fazer concessões nessa área.
Para chegar a um acordo em Doha, disse Bush, é preciso que o Congresso norte-americano, nas mãos da oposição, renove a autoridade dada ao presidente de negociar tratados comerciais, conhecida como 'Fast Track', que expira em 1o de julho.
O caminho do protecionismo parece amplo e atraente, mas ele termina em perigo e fracasso. Eu peço ao Congresso que rejeite o protecionismo', afirmou Bush. Entre as medidas protecionistas do Congresso está a manutenção de uma taxa de 54 centavos de dólar cobrada por galão de etanol brasileiro exportado aos Estados Unidos.
O presidente Lula deve voltar a mencionar o tema nas conversas com Bush, pedindo por mudanças que beneficiem os exportadores brasileiros.