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BERLIM - A Alemanha libertou neste domingo a ex-militante da Facção do Exército Vermelho, Brigitte Mohnhaupt, mais de 24 anos após ter sido presa por participação em assassinatos promovidos pelo grupo de esquerda que abalaram o país nos anos 1970. Wolfgang Deuschl, diretor da prisão de Aichach, sul da Alemanha, onde Mohnhaupt ficou presa, disse que ela foi libertada no começo do domingo. Ela deveria sair na terça-feira próxima. No mês passado, um tribunal determinou que Mohnhaupt, de 57 anos, que serviu a sentença mínima por seus crimes sob a lei alemã, seria solta e permaneceria cinco anos em liberdade condicional.
Parentes das vítimas condenaram a decisão da corte, em parte porque ela não demonstrou qualquer arrependimento sobre uma campanha de sequestros e assassinatos que atingiram seu ponto máximo em 1977. Mohnhaupt foi presa em 1982 e sentenciada a prisão perpétua por seu papel nas mortes de figuras importantes alemãs, incluindo o industrial Hanns Martin Schleyer, o presidente do banco Dresdner Juergen Ponto e o promotor federal Siegfried Buback.
Também conhecido como grupo Baader-Meinhof devido aos seus fundadores Andreas Baader e Ulrike Meinhof, a Facção do Exército Vermelho, a RAF, ganhou notoriedade por protestos estudantis no fim dos anos 1960 e pelo movimento anti-guerra do Vietnã.