Claudia Silva Jacobs, Agência JB
RIO DE JANEIRO - Os combates entre rebeldes e o exército do Congo cessaram no início da manhã deste sábado, mas os 15 brasileiros que trabalham na embaixada brasileira em Kinshasa só devem deixar a sede diplomática no domingo, segundo o embaixador Flávio Bonzanini.
Os tiroteios cessaram por volta das 4 da manhã (de sábado), mas, por prudência, vamos esperar por mais um dia antes de voltar para casa disse o embaixador ao JB Online.
Bonzanini informou ainda que, no final da manhã de sábado, quatro dos cinco funcionários congoleses da embaixada voltaram para casa após três dias de confinamento, longe de suas famílias.
O embaixador disse ainda que vem mantendo contato com outros serviços diplomáticos e com os 52 brasileiros que moram em Kinshasa, sem informações de feridos.
Durante a tarde de ontem, segundo o embaixador, o exército circulou pelas ruas da capital recolhendo armas e uniformes dos rebeldes. Segundo Bonzanini, com a dispersão dos rebeldes, a situação está mais tranqüila. Já não há tiroteios em Kinshasa, o comércio reabriu e o transporte público voltou a funcionar.
O ataque dos rebeldes ocorreu a cerca de cem metros da embaixada, onde funciona o escritório de Jean-Pierre Bemba, que perdeu as eleições presidenciais para Joseph Kabila em outubro do ano passado.
Segundo o embaixador, Bemba seria o líder do movimento por não aceitar a desmobilização de sua guarda pessoal de 600 homens, segundo decreto assinado por Kabila.
A área onde fica a embaixada brasileira foi justamente a região onde os confrontos foram mais intensos. Um carro do serviço diplomático que estava estacionado foi atingido por um tiro de fuzil na última quinta-feira. NInguém ficou ferido.