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Chefe do Pentágono quis fechar Guantánamo ao assumir o cargo

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Agência EFE

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, quis fechar a prisão na base naval de Guantánamo, em Cuba, em suas primeiras semanas no cargo, afirma nesta sexta-feira o jornal 'The New York Times'. O diário cita altos funcionários, não identificados, para afirmar que Gates, que assumiu o cargo em dezembro passado no lugar de Donald Rumsfeld, queria transformar as declarações do presidente americano, George W. Bush, de que deseja o fechamento de Guantánamo, em um plano concreto.

Em particular, o secretário de Defesa pretendia transferir para os Estados Unidos os julgamentos contra suspeitos de terrorismo, porque isso tornaria os processos mais confiáveis, na sua opinião.

Além disso, Gates - com o apoio da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice - acreditava que a existência de Guantánamo prejudicava a guerra contra o terrorismo. Os esforços do secretário de Defesa foram rejeitados depois que o secretário de Justiça, Alberto Gonzales, e outros assessores legais do Governo mostraram sua oposição à transferência dos julgamentos.

Bush negou os pedidos de Gates, mas, segundo o jornal, funcionários do Conselho de Segurança Nacional, o Pentágono e o Departamento de Estado continuam analisando as opções sobre a detenção dos suspeitos de terrorismo.

Atualmente, a prisão na base naval tem cerca de 385 presos, entre eles 14 supostos altos dirigentes da rede terrorista Al Qaeda.

Um alto funcionário citado pelo jornal disse que o debate no Governo pode ser reaberto de acordo com o que acontecer com Gonzales, que atualmente está no centro de um escândalo devido ao afastamento de oito procuradores federais.