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Começa em Pequim terceira sessão de diálogo para desnuclearização

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Agência EFE

PEQUIM - As negociações a seis para a desnuclearização da Coréia do Norte entraram hoje no seu terceiro dia, com Rússia, Japão, Estados Unidos, China e Coréia do Sul procurando se concentrar nos planos para desmantelar as instalações nucleares norte-coreanas.

Hoje, as seis partes tentarão elaborar um esboço do que seriam as próximas fases de desnuclearização da Coréia do Norte, após o fechamento do reator de Yongbyon, na primeira etapa.

Washington prevê negociações ainda mais complicadas que as atuais. Pyongyang deveria fechar Yongbyon e prestar informações sobre todo o seu material suscetível de fissão, incluindo o suposto programa de enriquecimento de urânio, que iniciou a crise em 2002.

No entanto, o tema principal ainda é o financeiro. Ontem, ao boicotar uma das reuniões, a Coréia do Norte mostrou que não avançará no diálogo enquanto não receber os US$ 25 milhões de suas contas no Banco Delta Asia (BDA), pendentes de ser transferidas ao Banco da China.

"Espero que a questão do BDA se resolva e as conversas se realizem. É também importante avançar em discussões mais substanciais em matéria de desnuclearização', destacou hoje o negociador japonês, Kenichiro Sasae, falando à imprensa de seu país.

As reuniões de ontem, que serviriam para analisar os passos dados para fechar o reator de Yongbyon em 60 dias, foi paralisada pela recusa de Pyongyang a participar de uma sessão plenária porque o dinheiro de Macau ainda não chegou às suas contas.

A delegação norte-coreana, com o vice-chanceler Kim Kye-gwan à cabeça, se reuniu depois com a dos EUA. O negociador americano Christopher Hill afirmou que a Coréia do Norte continua comprometida com sua desnuclearização, apesar da espinhosa questão do BDA.

"Os delegados norte-coreanos por enquanto estão muito preocupados com a falta do dinheiro', disse Hill ontem à noite,.

As contas norte-coreanas no BDA foram congeladas durante 19 meses a pedido de Washington, que suspeita de atividades ilícitas do regime comunista, tais como falsificação e lavagem de dinheiro.