Agência EFE
LONDRES - A ministra de Assuntos Exteriores britânica, Margaret Beckett, afirmou hoje que está utilizando 'todos os canais e oportunidades' para conseguir a libertação de Alan Johnston, o repórter da cadeia 'BBC' seqüestrado em Gaza. Em pronunciamento no Parlamento, Beckett assinalou que falou do caso com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a fim de conseguir que os seqüestradores libertem o correspondente.
- presidente Abbas me assegurou que isto é também um objetivo das autoridades e do Governo palestinos - indicou a chefe da diplomacia britânica, ao ressaltar que é 'muito importante'conseguir o intento.
- De nossa parte, estamos utilizando todos os canais e meios que temos para tentar conseguir sua libertação - insistiu a ministra.
Beckett acrescentou que 'é particularmente triste quando alguém que é um amigo do povo da Palestina há muito tempo sofre dessa maneira'. Johnston, de 44 anos, desapareceu no último dia 12 após deixar o escritório da 'BBC' na faixa autônoma de Gaza, quando, segundo fontes de segurança palestinas, o jornalista foi seqüestrado por quatro encapuzados, que lhe obrigaram a abandonar seu carro e entrar em outro, no qual foi levado para um paradeiro desconhecido.
Na segunda-feira, o pai do repórter, Graham Johnston, pediu em mensagem televisada a libertação de seu filho porque 'reter Alan não faz nenhum favor ao povo palestino, mas o contrário'. O jornalista é responsável pela delegação da cadeia britânica na Faixa de Gaza, onde trabalhou durante os três últimos anos.
Tanto a ANP como as forças de segurança e o grupo islâmico Hamas condenaram o fato e pediram aos seqüestradores que libertem Johnston. Natural da Escócia, o repórter ingressou no Serviço Mundial da "BBC' em 1991 e passou oito dos últimos dezesseis anos como correspondente em vários países, entre eles Uzbequistão e Afeganistão.
Nos últimos anos, dezenas de jornalistas e trabalhadores de organizações estrangeiras com sede nos territórios palestinos foram seqüestrados por milicianos em Gaza e Cisjordânia. No entanto, em todos os casos foram postos em liberdade, geralmente poucas horas após seu desaparecimento.