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EUA: Concentração de forças no Golfo Pérsico busca evitar conflito

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Agência EFE

PARIS - O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos, Eric Edelman, afirmou que o aumento de forças de seu país no Golfo Pérsico busca garantir a defesa de seus aliados diante de uma eventual ação do Irã, com o objetivo de 'evitar um conflito'.

- Trata-se de dissuadir os iraquianos de fazer algo que poderia acarretar em um conflito maior', e 'garantir aos nossos aliados na região que os defenderemos contra qualquer ação iraniana que os ameace - disse Edelman em entrevista publicada hoje pelo jornal francês 'Le Monde'.

Edelman reiterou que, nos últimos anos, Washington concentrou seus esforços na 'via diplomática' com o Irã, e 'isso continuará'. No entanto, disse também que o presidente dos EUA, George Bush, afirmou que 'todas as opções estão na mesa'.

Na quinta e na sexta-feira desta semana, o subsecretário teve contatos 'muito positivos' com os Ministérios da Defesa e de Exteriores franceses, dentro de uma viagem européia para explicar e defender o planejado posicionamento de 10 foguetes interceptores na Polônia e de radares na República Tcheca, cujo objetivo, afirma, é proteger a Europa contra a ameaça de mísseis do Irã.

Edelman qualificou como 'absurdas' as informações publicadas na imprensa, que acreditam em uma iminente ação militar contra o Irã.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha chegaram a um acordo na quinta-feira sobre um novo projeto de resolução com novas sanções contra o Irã, devido à recusa dos iranianos de suspender suas atividades nucleares sensíveis.

Sobre o reforço militar enviado ao Iraque, Edelman disse que procura 'equilibrar' as missões das forças nesse país.

- Nosso primeiro objetivo era equipar e treinar as forças iraquianas. Continuamos nesse caminho, mas, para equilibrar, temos o objetivo de melhorar a segurança da população de Bagdá, cidade que agora é o principal centro do conflito - afirmou.

O subsecretário de Defesa americano admitiu que 'ninguém tem a ilusão de acreditar que o problema será resolvido apenas com meios militares', e, por isso, 'tentamos desenvolver uma atividade diplomática em direção aos países limítrofes do Iraque' e foi organizada a conferência em Bagdá com o Irã e a Síria.

No entanto, Edelman disse que não se deve interpretar o significado dessa conferência como uma mudança da postura de seu país em relação à Síria ou ao Irã.

Sobre o que espera dos europeus nesta iniciativa diplomática no Iraque, Edelman disse que 'podem ajudar as autoridades iraquianas a oferecer serviços aos cidadãos do país'.

- Não esqueçamos que o Governo do Iraque é formado por pessoas que nunca ocuparam essas funções anteriormente - disse.