Agência EFE
DÍLI - O primeiro-ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, afirmou hoje que o comandante rebelde Alfredo Reinado não é uma ameaça às eleições presidenciais, que ele confirmou para 9 de abril.
"Não acho que Reinado e seus homens queiram incomodar durante as eleições', disse Ramos Horta. Ele duvida que o ex-militar e seus partidários sejam capazes de criar distúrbios que ameacem a votação em todo o país.
O primeiro-ministro acredita que as tropas estrangeiras no país, como a Polícia da ONU, e as próprias forças de segurança timorenses serão suficientes para garantir a segurança. Ele previu eleições num clima 'relativamente pacífico'.
Além disso, insistiu que está disposto a dialogar com o comandante rebelde, pedindo mais uma vez que ele deponha suas armas e se entregue à Justiça.
Reinado fugiu da prisão em agosto do ano passado, após ser detido por posse ilegal de armas. Ele é considerado a principal ameaça à segurança nacional no Timor Leste.
Ramos Horta, prêmio Nobel da Paz em 1996, é um dos candidatos favoritos à sucessão do atual presidente, Xanana Gusmão.