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Abbas aceita composição do novo gabinete palestino

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REUTERS

GAZA - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, aceitou na quinta-feira o gabinete proposto pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, abrindo caminho para a formação de um governo de unidade nacional que pode encerrar a sangrenta disputa entre facções nos territórios.

Haniyeh disse a jornalistas que a lista dos ministeriáveis seria apresentada ao Parlamento para ser votada no sábado.

'Entreguei ao presidente os nomes de irmãos, ministros do governo de unidade, e ele gratamente aceitou', disse Haniyeh em entrevista coletiva ao lado de Abbas, da facção Fatah.

Haniyeh disse que, se a lista for aprovada pelo Parlamento, será devolvida no mesmo dia a Abbas, para que o governo finalmente possa começar a trabalhar.

Israel já decidiu boicotar o novo gabinete, a exemplo do que fazia com o governo anterior, dominado pelo Hamas. Para suspender as sanções em vigor, Israel e governos ocidentais exigem que o novo gabinete reconheça a existência de Israel, renuncie à violência e respeite acordos de paz prévios.

'Esperamos que a comunidade internacional fique firme por trás dos seus princípios e se recuse a dar legitimidade ou reconhecimento a este governo extremista', disse Mark Regev, porta-voz da chancelaria israelense.

Haniyeh não deu detalhes sobre seu programa de governo, mas disse que a prioridade seria 'acabar com a anarquia na segurança', que matou mais de 90 palestinos desde dezembro.

Apesar das expectativas dos palestinos, não se sabe se a nova coalizão conseguirá acabar com as disputas entre Fatah e Hamas ou se levará à suspensão das sanções internacionais.

Uma fonte política israelense disse que Israel vai manter contatos diretos com Abbas a fim de 'garantir a coordenação humanitária e fortalecer elementos moderados na Autoridade Palestina'.

Haniyeh disse que o novo governo tem apoio árabe e 'compreensão' da União Européia.

'Não há dúvida de que o governo norte-americano e Israel têm uma posição diferente, mas como palestinos faremos o que for necessário para reforçar a unidade nacional, acabar com as tensões e suspender o cerco', afirmou o premiê.