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LONDRES - O Parlamento britânico deve aprovar, nesta quarta-feira, um plano do governo para renovar o arsenal nuclear do país, mas o primeiro-ministro Tony Blair pode precisar de votos da oposição para ver a proposta avançar. Blair deve deixar seu cargo nos próximos meses e está convencido de que a Grã-Bretanha precisa reformar seu arsenal atômico, apesar da arraigada oposição a uma medida desse tipo dentro do seu partido, o Partido Trabalhista.
Essa oposição pode se traduzir, no Parlamento, em votos contra os planos do governo. A liderança britânica argumenta que o país precisa manter suas armas atômicas devido às ameaças em potencial vindas do Irã, da Coréia do Norte e de terroristas. O abandono delas, segundo o governo, seria um erro grave, mesmo que atualmente não exista nenhuma ameaça do tipo.
Blair rebateu os argumentos de opositores segundo os quais a Grã-Bretanha minava as esperanças da comunidade internacional de acabar com as armas nucleares ao comprar uma nova geração de mísseis atômicos.
- Não há nenhuma prova de que, se a Grã-Bretanha renunciar agora a seu arsenal nuclear, haveria maiores chances de ser firmado um acordo multilateral de desarmamento. Acho que a hipótese contrária é a mais provável - disse o premier ao Parlamento.