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Enxurrada de más notícias segue Bush pela América Latina

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REUTERS

MÉRIDA - A recente viagem do presidente dos EUA, George W. Bush, pela América Latina não lhe garantiu nenhuma folga das más notícias vindas de Washington, algo que, segundo especialistas, apenas agrava os problemas de seu segundo mandato.

Acusações de falta de assistência médica para veteranos da guerra do Iraque, a condenação de um ex-assessor do vice-presidente Dick Cheney e uma polêmica em torno da demissão de promotores de Justiça norte-americanos somaram-se para aumentar as pressões sobre a Casa Branca, já preocupada com o conflito no território iraquiano.

'Esses constantes reveses, que aparecem ao lado do imenso problema que é o Iraque, não tornam as coisas mais fáceis', afirmou Bruce Buchanan, especialista em política da Universidade do Texas.

Bush visitou sorridente cinco países latino-americanos, divulgando uma mensagem de defesa do livre-comércio e da justiça social e fazendo todo o possível para ignorar os constantes ataques do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

No México e na Guatemala, o dirigente norte-americano enfrentou muitas críticas dos líderes daqueles países devido às políticas de imigração dos EUA e prometeu pressionar o Congresso a concluir uma reforma dessas leis defendida há tempos por ele.

'Vou trabalhar o mais energicamente possível para aprovar uma ampla reforma na área de imigração', prometeu Bush ao presidente mexicano, Felipe Calderón.

O dirigente regressa a Washington na quarta-feira. Mas, mesmo que tente olhar para frente, sua Presidência, marcada por várias crises, parece sujeita a enfrentar novos percalços, confirmando uma máxima da história dos EUA -- os segundos mandatos de seus líderes tendem a ser marcado por problemas.

Muitas das dificuldades enfrentadas por Bush têm relação com os esforços de seu governo de combater o terrorismo e com a guerra no Iraque.

Pouco antes de o presidente dar início a sua viagem de uma semana pela América Latina, Lewis Libby, ex-assessor de Cheney, foi condenado por mentir e obstruir uma investigação relacionada com a forma como o governo Bush conduziu a guerra no Iraque.

Além disso, a revelação de que soldados feridos nos territórios iraquiano e afegão estavam recebendo tratamento inadequado no Centro Médico do Exército Walter Reed levaram três militares de alta patente à renúncia e convenceram Bush a formar uma comissão para investigar o assunto em todos os hospitais militares dos EUA.

Para adicionar ainda mais lenha à fogueira, surgiu um relatório afirmando que o FBI obteve ilegal ou irregularmente documentos particulares durante investigações relacionadas com casos de terrorismo e de espionagem.