Agência EFE
PARIS - O ministro de Assuntos Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, disse que a 'tardia e extemporânea' visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à América Latina não mudará o curso da história na região, onde há uma 'tomada de consciência dos povos'.
Na semana passada, Bush começou no Brasil uma viagem pela América Latina e visitou também o Uruguai e a Colômbia. Hoje, o presidente dos EUA está na Guatemala e vai concluir seu visita no México.
- O tempo mudou na América Latina porque os povos despertam e tomam consciência de sua situação após a imposição de cerca de vinte anos de neoliberalismo - declarou Pérez Roque em entrevista coletiva em Paris, depois de presidir uma reunião para reativar o Movimento dos Não-Alinhados dentro da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O ministro acrescentou que os EUA podem manter relações normais com a América Latina, mas que elas devem se basear no respeito mútuo. Pérez Roque rejeitou as reivindicações de Washington para uma abertura democrática do Governo cubano, e disse que 'o que se faz em Cuba é um assunto estritamente da responsabilidade dos cubanos e as decisões tomadas serão feitas no ritmo cubano'.
O representante do país afirmou que 'Cuba deseja relações normais e respeitosas com os EUA', e lembrou que Raúl Castro, a quem Fidel delegou suas funções em julho do ano passado por causa de sua doença, expressou sua disposição de conversar com Washington sem colocar condições.