Agência EFE
LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou ao Ministério de Hidrocarbonetos e à estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que esclareçam os erros cometidos na aprovação legislativa dos contratos assinados com 12 petrolíferas e que punam os culpados, informou a agência oficial "ABI".
- A Presidência da República solicitou transparência, esclarecimento total. E se existem sanções, elas têm de ser cumpridas - declarou o porta-voz de Morales, Alex Contreras.
Contreras revelou que, nesta madrugada, Morales e seus colaboradores mais próximos se reuniram com o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, e o presidente da YPFB, Manuel Morales Olivera, antes de viajarem a cidade de Trinidad para receberem o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
O presidente da Câmara dos Deputados, Edmundo Novillo, do Movimento ao Socialismo (MAS), e outros deputados do mesmo partido, também marcaram presença na reunião, para analisar o impacto político das falhas encontradas nos 44 contratos assinados com 12 petrolíferas.
- Se aconteceram erros, é preciso consertá-los, e se há delitos, é preciso puni-los - alertou Contreras, ressaltando que o Governo não tem nada a esconder.
Nas últimas semanas foram verificados diversos erros nos convênios assinados em outubro e nas leis de ratificação. Ambos foram elaborados pelo Governo e aprovados em novembro pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em meio a sessões polêmicas.
Morales Olivera reconheceu, por exemplo, que houve confusões com os anexos-chave, que determinam a repartição dos lucros entre a Bolívia e as petrolíferas.