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BAGDÁ - Uma autoridade sênior do Irã participando de conferência regional em Bagdá disse no sábado que não manteve conversas reservadas com oficiais dos Estados Unidos, mas afirmou que pediu a retirada das forças dos EUA do Iraque e rejeitou acusações de interferência.
- Não houve reuniões reservadas, tudo foi compartilhado por todos no encontro - disse Abbas Araghchi, vice-ministro iraniano para assuntos legais e internacionais, em entrevista coletiva após a conferência de um dia.
- Não houve diálogo direto entre nós e os norte-americanos - garantiu.
Mais cedo, perguntado se tinha mantido conversas com os iranianos, o embaixador dos EUA Zalmay Khalilzad havia dito a jornalistas: 'Conversei com eles diretamente e na presença de outros. Nós também estávamos envolvidos nas discussões da mesa'.
O Iraque convocou a reunião de sábado para mostrar o apoio de países vizinhos à paz no país. Contudo, o encontro também foi observado de perto por ser uma rara oportunidade de autoridades dos EUA e do Irã se sentarem lado a lado em um momento em que cresce a tensão sobre os objetivos nucleares dos iranianos.
Araghchi disse que as forças internacionais no Iraque só estavam contribuindo para aumentar a violência.
- A presença das forças internacionais não ajuda na segurança do Iraque no longo prazo - afirmou. 'Precisamos estabelecer um cronograma para a saída das forças.'
Araghchi disse ainda que o encontro em Bagdá foi construtivo, 'mas isso não significa que não expressamos nossas preocupações'.
Ele afirmou que o Irã está preocupado com a crescente violência sectária no Iraque.