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Partido xiita deixa coalizão de Governo iraquiano

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Agência EFE

BAGDÁ - A crise política no Iraque viveu nesta terça-feiraum novo capítulo, com a saída do partido xiita Fadila da Aliança Unida Iraquiana (AUI), coalizão liderada pelo primeiro-ministro Nouri al-Maliki.

O Fadila (Partido da Virtude), que tem 15 das 275 cadeiras do Parlamento, anunciou sua retirada depois de acusar os líderes da aliança de promover o sectarismo com sua política.

- O Fadila decidiu retirar-se da AUI e passará a ser um grupo parlamentar independente dentro do Parlamento - disse Nadim al-Yabiri, um dos líderes da legenda, de perfil moderado e contrário à violência.

Segundo Yabiri, a decisão foi tomada após a constatação de o Iraque precisa 'reconstruir sua vida política sobre bases sólidas', em uma crítica velada às políticas sectárias que, segundo disse, são empreendidas pelo Executivo de Maliki.

O anúncio do Partido da Virtude é feito menos de uma semana depois de um aliado-chave do Governo ter ameaçado retirar seus cinco ministros do Governo caso Maliki não acabe com a tendência sectária do Executivo.

A Lista Iraquiana, da qual faz parte o ex-primeiro-ministro Iyad al-Allawi, disse na semana passada que se 'o Governo continuar com sua política atual, será obrigada a abandoná-lo'.

Tanto a ameaça de Allawi como o anúncio feito hoje pelo Fadila lançam novas dúvidas sobre a estabilidade do Executivo e a capacidade de Maliki de continuar no cargo.

Esta semana, Maliki anunciou planos de remodelar sua equipe, dentro de um pacote de medidas para fazer frente ao conflito cada vez maior que o país vive, tanto na área de segurança como no campo político.

O Partido da Virtude disse, através de Yabiri, que defenderá 'um projeto nacional baseado na independência, na unidade e na integridade territorial do Iraque'.