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Japão e Coréia recolocam negociações nos trilhos

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REUTERS

HANÓI - Japão e Coréia do Norte conseguiram na quarta-feira recolocar nos trilhos sua primeira negociação direta em mais de um ano, que na véspera haviam sido interrompidas devido a discordâncias a respeito do sequestro de japoneses por Pyongyang.

Esse clima turbulento contrastou com a reunião de segunda-feira em Nova York entre representantes de Estados Unidos e Coréia do Norte, qualificada pelo norte-americano Christopher Hill como 'muito boa'.

Os dois contatos são um subproduto do acordo de 13 de fevereiro, pelo qual a Coréia do Norte se comprometeu a suspender seu programa nuclear em troca de ajuda econômica e de aproximação com EUA e Japão.

A sessão vespertina entre Japão e Coréia do Norte foi cancelada porque, segundo uma fonte japonesa, os norte-coreanos 'reagiram com irritação' à menção de japoneses sequestrados pelo regime comunista nas décadas de 1970 e 80. Mais tarde, porém, o chefe da delegação de Tóquio, Koicihi Haraguchi, confirmou que haverá um novo encontro na quinta-feira às 10h (hora local).

O último contato entre os dois governos havia ocorrido há mais de um ano em Pequim, sem resultados visíveis.

Haraguchi disse que o Japão havia exigido que a Coréia do Norte devolvesse os reféns, explicasse detalhes do caso e entregasse os norte-coreanos responsáveis pelos sequestros.

- Eles disseram que fizeram o que podiam, e que portanto não faria sentido ter mais discussões - disse Haraguchi a jornalistas na noite de quarta-feira num hotel em Hanói.