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VATICANO - Autoridades do Vietnã e do Vaticano discutiram na terça-feira um "mapa" para o restabelecimento de relações diplomáticas e uma investigação sobre um padre dissidente, segundo uma fonte da Santa Sé.
Após décadas de tensão, houve uma rápida melhoria nas relações entre o Vaticano e o regime comunista nos últimos anos.
"Temos uma oportunidade de fazê-lo mais tarde, mas também prevemos uma forma possível de chegar a relações diplomáticas", disse o monsenhor Pietro Parolin, subsecretário de Estado do Vaticano, a jornalistas.
Parolin passa uma semana no Vietnã, em uma visita agendada antes de o primeiro-ministro Nguyen Tan Dung se tornar a principal autoridade vietnamita a visitar o papa, em janeiro.
O Vaticano qualificou a visita do premiê como "um passo importante na direção da normalização das relações bilaterais", e a chancelaria vietnamita disse que Dung incumbiu diplomatas de discutirem o "mapa" que leve ao estabelecimento de relações.
O Vietnã, retirado no ano passado da lista de países que segundo os EUA reprimem fortemente a liberdade de credo, tem cerca de 6 milhões de católicos entre seus 84 milhões de habitantes.