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BRUXELAS - Israel pediu na segunda-feira à União Européia que não retome a ajuda direta à Autoridade Palestina sem que esta reconheça a existência de Israel, renuncie à violência e aceite os acordos de paz preexistentes.
- O Hamas (grupo que controla o governo palestino) só pode mudar se entender que a política da comunidade internacional é abraçar os moderados, ceder é algo que não vai ajudar - afirmou a chanceler israelense, Tzipi Livni após reunião em Bruxelas. - Isso é contra os interesses dos moderados, inclusive dos moderados entre os palestinos.
- O certo é se apegar aos acordos que a UE fez para exigir que qualquer governo palestino atenda a esses requisitos plena e completamente - acrescentou ela.
A União Européia suspendeu a ajuda direta à Autoridade Palestina desde a posse do gabinete comandado pelo grupo islâmico Hamas, há um ano.
No mês passado, o Hamas e sua rival Fatah fizeram um acordo para formar um governo de união nacional, na esperança de que isso levasse ao fim das sanções internacionais.
A comissária (ministra) européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, disse no começo de fevereiro que o acordo era bom, mas que a UE só tomaria uma decisão sobre a ajuda após conhecer a composição, o programa e as ações do novo gabinete.
Já a França declarou estar 'disposta a cooperar', e a Grã-Bretanha também deu sinais de abrandar sua posição. Uma fonte da UE disse que atualmente parte da Holanda a maior resistência à retomada da ajuda aos palestinos.
A ministra francesa de Assuntos Europeus, Catherine Colonna, disse que o acordo entre os palestinos 'é um primeiro passo na direção correta' e deveria ser levado em conta 'nos futuros contatos.' Ela admitiu, porém, que os governos europeus terão de agir com base 'não só de declarações, mas de ações.'
O ministro alemão de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, disse que não haverá obstáculos à cooperação se um futuro governo palestino deixar claro seu compromisso com as exigências internacionais.
Livni disse que Israel iria reconhecer o governo caso ele atenda plenamente às exigências.
- É básico para nós pedir a eles que digam publicamente que Israel tem o direito a existir - afirmou.
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, disse na segunda-feira que a composição do governo só deve ser definida no final da semana que vem. O anúncio era esperado já no final da semana passada, mas autoridades dizem que ainda há uma disputa pelo Ministério do Interior.