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LONDRES - Os principais negociadores da rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) se encontraram neste domingo em Londres, mas as conversas não resultaram em avanços.
Sean Spicer, porta-voz da representante americana do Comércio, Susan Schwab, disse que não há nada a declarar sobre a reunião entre Schwab e o comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson.
"Não está prevista nenhuma reunião conjunta entre os representantes dos Estados Unidos, União Européia, Brasil e Índia neste domingo ou nos próximos dias em Genebra, apenas encontros bilaterais entre eles", acrescentou.
No sábado, Mandelson se reuniu em Londres com o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, e as conversacções foram consideradas "úteis".
No sábado, o presidente francês Jacques Chirac se declarou "profundamente ofendido" com Mandelson.
"Estou profundamente ofendido com algumas atitudes adotadas pelo comissário europeu Mandelson, que quer continuar cedendo, enquanto os americanos não manifestaram nenhuma intenção de fazer a mínima concessão no plano agrícola, nem os países emergentes na indústria e serviços", declarou Chirac durante a inauguração do Salão da Agricultura de Paris.
"Conhecemos os limites de nossa margem de manobra, temos um mandato do Conselho, Mandelson atua nos limites deste mandato, não irá mais longe", rebateu Peter Power, porta-voz de Mandelson.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, tenta desde o final de janeiro retomar as negociações da rodada de Doha.
As negociações da rodada de Doha começaram em 2001, mas em julho do ano passado foram suspensas principalmente por causa do tema agrícola, que divide os países ricos e pobres.
Um consenso entre os principais negociadores é considerado crucial para um eventual acordo entre os 150 países membros da OMC.