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Presidente da Colômbia é acusado de omissão em caso de seqüestro

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REUTERS

BOGOTÁ - A mãe da política Ingrid Betancourt, cujo seqüestro pela guerrilha colombiana completa cinco anos na sexta-feira, acusou o presidente Alvaro Uribe de lançar uma cortina de fumaça sobre o paradeiro de sua filha para se livrar da pressão internacional. Uribe admitiu na quarta-feira a possibilidade de Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ter sido retirada do país por seus seqüestradores e levada a um país vizinho, mas não revelou mais detalhes.

A Colômbia faz fronteira com Venezuela, Brasil, Peru, Equador e Panamá, países para onde ocasionalmente passam colunas de guerrilheiros para fugir da perseguição do Exército, segundo fontes de segurança.

- A primeira coisa que pensei é que há uma cortina de fumaça, porque naturalmente há muitas pressões de toda a mídia neste momento - disse Yolanda Pulecio, mãe da política de 45 anos, seqüestrada em 23 de fevereiro de 2002.

- O medo que tenho é que não seja verdade e que continuem com as operações militares. Se a tiraram, que esteja em maior segurança fora do país, se Deus quiser - afirmou Pulecio. Segundo ela, seu coração de mãe lhe diz que Ingrid está 'viva e bem'.

Uribe recebeu autorização internacional, principalmente de governos europeus, como França, para realizar um acordo com a guerrilha que permita a liberação de Betancourt.