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Rigoberta Menchú será candidata à Presidência da Guatemala

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Agência EFE

GUATEMALA - A vencedora do prêmio Nobel da Paz de 1992, Rigoberta Menchú, anunciou nesta quarta-feira que será a candidata presidencial do partido Encontro pela Guatemala (EG, de esquerda) nas eleições gerais de setembro.

Menchú e a secretária-geral do EG, a deputada e ativista humanitária Nineth Montenegro, confirmaram a candidatura durante uma entrevista coletiva na casa da líder indígena, no oeste da capital guatemalteca.

As duas assinarão nos próximos dias 'um pacto', estabelecendo os termos da aliança político-eleitoral entre o EG e o Winaq, o partido político indígena em formação, criado por Menchú. O acordo servirá "para dar a tranqüilidade e segurança a todos os eleitores' que votarem na aliança, disse a dirigente indígena.

- Daremos nossa palavra de honra para levar nosso país à frente. Por isso vamos assinar o acordo político - explicou Menchú.

Semanas atrás, ela havia anunciado a sua intenção de se candidatar à Presidência do país e a criação do partido Winaq.

Na segunda-feira, Menchú desistiu das negociações com a Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG), partido que reúne membros da antiga guerrilha esquerdista. Ela não chegou a um acordo mínimo para formar uma aliança.

Agora, os indígenas guatemaltecos, que representam mais de 40% da população do país, tentarão chegar ao poder pelas urnas.

Menchú é acompanhada por acadêmicos, intelectuais e líderes de organizações, assim como representantes da maioria das 23 etnias indígenas de origem maia da Guatemala.

Ela será a primeira mulher indígena na história da nação a disputar a Presidência. O cargo tem sido ocupado quase sempre por homens, nenhum de origem indígena.

Os guatemaltecos vão às urnas em setembro próximo para eleger o Presidente, 158 deputados do Parlamento unicameral, 332 prefeitos e 20 deputados no Parlamento Centro-Americano.