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Polícia indiana divulga retrato falado de supostos terroristas

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Agência EFE

NOVA DÉLHI - A Polícia indiana divulgou nesta terça-feira os retratos falados de dois dos supostos responsáveis pelas bombas que na madrugada de domingo para segunda-feira causaram 68 mortes no trem que ia de Nova Délhi a Lahore (Paquistão). Os dois suspeitos, segundo a Polícia, embarcaram em Nova Délhi e saíram 15 minutos antes da explosão das bombas, aproveitando que o comboio diminuiu a velocidade ao se aproximar da estação de Deewana, perto da pequena localidade de Panipat, cerca de 90 quilômetros ao norte da capital.

Em entrevista coletiva transmitida pelo canal indiano 'NDTV', o inspetor geral Rohtak Range Sharad Kumar explicou que os retratos foram feitos graças à descrição oferecida pelos passageiros sobreviventes. Ele acrescentou que os dois suspeitos "tiveram uma discussão com o pessoal de segurança do trem durante cerca de 20 minutos e desceram quando ele diminuiu a velocidade, perto de Deewana". A Polícia ofereceu uma recompensa de cem mil rupias (¬ 1.700) por qualquer informação que leve a localizar os supostos responsáveis.

Até o momento, as autoridades só detiveram um homem que viajava no trem sem bilhete e que, segundo os testemunhos de outros passageiros, tinha uma atitude suspeita. No comboio havia pelo menos cinco malas com explosivos, mas só duas delas explodiram, segundo especialistas citados pela 'NDTV'. O número de mortos subiu hoje para 68. Um adolescente paquistanês de 15 anos morreu num hospital de Nova Délhi por causa dos ferimentos, informou a televisão indiana. No Expresso da Concórdia viajavam 757 passageiros, sendo 553 paquistaneses, segundo dados do Ministério de Ferrovias do Paquistão.

O ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Khurshid Kasuri, deve chegar nas próximas horas a Nova Délhi para uma nova rodada de negociações com seu colega indiano, Pranab Mukherjee.