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MÉXICO - Uma cerimônia e uma greve marcaram nesta segunda-feira o primeiro aniversário de um acidente que matou 65 operários. Só dois corpos foram retirados até hoje da mina de Pasta de Conchos, no México, perto da fronteira com o Texas, e ninguém foi indiciado pela tragédia.
- Não vou descansar até ter meu menino de volta, até poder enterrar minha criança - disse Rosa María Ramos, ao depositar flores para seu filho José num memorial construído para as vítimas.
Parentes, autoridades e mineiros celebraram uma missa campal na mina, propriedade do Grupo México, maior mineradora do país.
- Grupo México, chega de mentiras. Cadê nossos entes queridos? - dizia outro cartaz, deixado em um muro próximo ao local da enorme explosão de gás ocorrida em 19 de fevereiro de 2006.
Em todo o México, sindicatos de mineiros organizaram uma greve de um dia para pressionar o governo a punir o Grupo México.