Agência EFE
NOVA DÉLHI - As duas explosões registradas em um trem de passageiros a cerca de 90 quilômetros de Nova Délhi foram causadas por artefatos de baixa potência combinados com querosene para avivar o fogo, o que causou a maior parte das 66 mortes registradas, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais. O atentado causou pelo menos 60 feridos e entre as vítimas mortais há três membros da equipe de segurança do expresso.
Os especialistas forenses que trabalham no terreno recuperaram amostras de sulfureto e nitrato, assim como cerca de quinze garrafas de querosene que foram utilizadas para espalhar o fogo pelos dois vagões afetados.
De acordo com a versão policial oferecida pelas agências 'PTI' e 'UNI', as bombas eram dispositivos de baixa potência, mas a maioria das vítimas morreu no incêndio que, originado por causa das explosões e avivado pelo combustível, se expandiu rapidamente. Além disso, os investigadores encontraram outros três artefatos sem explodir e mais garrafas de querosene em outros compartimentos do expresso, que continuou sua viagem após o atentado, depois que os vagões destruídos foram retirados da composição.
Um especialista forense citado pela agência 'PTI' disse que as investigações tentar agora determinar se nas bombas havia algum temporizador ou outro dispositivo para fazê-las explodir. As investigações descartaram a presença de outras substâncias explosivas mais potentes, como o RDX, também conhecido como T4. O ministro indiano de Ferrovias, Lalu Yadav Prasad, qualificou o atentado como uma "tentativa de fazer sair de seu caminho a melhora das relações entre os dois países" e condenou o ataque, condenação a qual se somaram o primeiro-ministro, Manmohan Singh, e o presidente, Abdul Kalam, que expressaram seu "pesar" pelo ocorrido.
O atentado foi perpetrado às vésperas de uma nova rodada de negociações entre a Índia e o Paquistão.