Agência EFE
CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI pediu neste domingo respeito aos direitos humanos e civis na Guiné e dedicou suas orações para que 'o empenho comum de recorrer ao diálogo supere a crise'.
Após a tradicional oração do ngelus na Praça de São Pedro, expressou sua 'proximidade espiritual' com o país que 'está vivendo momentos difíceis'. Os bispos da Guiné expressaram ao Pontífice sua 'apreensão pela situação de paralisia social, com greves generalizadas e reações violentas, que já causaram várias vítimas'.
- Pedindo respeito aos direitos humanos e civis, asseguro minha oração para que o empenho comum de recorrer ao diálogo supere a crise - afirmou.
Na segunda-feira passada, o presidente da Guiné, Lansana Conté, decretou estado de sítio e toque de recolher no país, para fazer frente a protestos que, segundo as Nações Unidas, causaram mais de 100 mortos.
A crise explodiu em 10 de janeiro, com o início de uma paralisação convocada por sindicatos e organizações sociais para exigir um novo plano econômico que acabe com a recessão econômica.
Os protestos se estenderam até fins de janeiro, quando foi assinada uma série de acordos políticos que estabeleciam a nomeação de um novo primeiro-ministro independente. No entanto, Conté escolheu para o cargo o ex-ministro da Presidência Eugène Camara, o que gerou outra onda de manifestações.