Agência EFE
TEERÃ - O Governo do Irã afirmou nesta sexta-feira que os explosivos utilizados no atentado cometido quarta-feira no leste do país, que deixou 11 mortos e mais de 30 feridos, eram de fabricação americana. Segundo a agência iraniana de notícias 'Irna', que cita uma "forte fidedigna", os artefatos apreendidos dos supostos autores do ataque, assumido pelo grupo radical sunita Jundollah (Soldados de Deus) "são também de fabricação americana".
As autoridades iranianas anunciaram a detenção de 48 pessoas por envolvimento no dito ataque, cometido com um carro-bomba que explodiu à passagem de um ônibus de militares iranianos em Zahedan, capital da província de Sistão-Baluchistão. Esta zona, que faz fronteira com Afeganistão e Paquistão, é palco de freqüentes confrontos entre a Polícia iraniana e grupos armados, incluindo narcotraficantes.
Segundo a agência 'Fars', alguns dos terroristas detidos tinham planejado, após o atentado em Zahedan, assassinar líderes tribais e a religiosos sunitas, aparentemente para provocar um conflito sectário entre sunitas e xiitas - estes últimos maioria no Irã. Ontem, as autoridades iranianas anunciaram ter desmantelado uma célula do Jundollah no leste do país, e acusaram os detidos de ligações com os serviços de inteligência dos EUA e Reino Unido.