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Londres lembra que avisou que o Irã podia estar armando insurgentes

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Agência EFE

LONDRES - O Governo britânico lembrou nesta segunda-feira que faz mais de um ano que já tinha advertido que o Irã podia estar fornecendo armas aos insurgentes no Iraque, após a notícia de que os Estados Unidos asseguraram no domingo ter encontrado "provas" do contrabando do material.

Em declarações colhidas pela agência britânica PA, o porta-voz do primeiro-ministro, Tony Blair, assinalou que ele denunciou que descobriu explosivos de origem supostamente iraniana pela primeira vez em outubro de 2005, "e de modo algum a preocupação desapareceu".

Blair, insistiu o porta-voz, foi pioneiro em "identificar o problema", que afetou as tropas britânicas localizadas no sul do país.

- E continuamos denunciando o caso, porque continuamos encontrando armamento que não acreditamos que possa vir de nenhum outro lugar - acrescentou a fonte.

O porta-voz disse que se o Governo iraniano quisesse poderia abordar "estas preocupações", mas não se observa "nenhum sinal de que esteja fazendo isso".

As autoridades americanas mostraram no domingo em Bagdá restos de armamento e documentos de identidade que, segundo disseram, provam a relação do Irã com a morte de pelo menos 170 soldados da força multinacional no Iraque.

O porta-voz das tropas americanas no país árabe, William Caldwell, acusou o Irã de estar por trás da fabricação e do contrabando de bombas que causaram mais de 120 feridos nos últimos meses.