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Aliados reticentes diante de pedidos de aumento de tropas da Otan

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Agência EFE

SEVILHA - A Otan pediu nesta quinta-feira com urgência forças e meios adicionais para enfrentar uma ofensiva dos talibãs, a ser realizada ainda no primeiro semestre, no Afeganistão, mas os aliados se mostraram reticentes a firmar novos compromissos.

Embora o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, tenha afirmado hoje que foram recebidas ofertas, ele afirmou que 'ainda resta trabalho a fazer, sobretudo no que diz respeito aos aviões de transporte e helicópteros'.

- Ainda não estamos lá, e o processo para gerar forças continua - afirmou Scheffer, em entrevista coletiva após uma reunião dos ministros da Defesa da Otan, em Sevilha (sul da Espanha), que contou com a presença do ministro da Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak.

O ministro da Defesa da Alemanha, Franz Josef Jung, lembrou que "os russos enviaram 100 mil soldados ao Afeganistão, e não venceram'.

O comandante supremo aliado para a Europa, general John Craddock, expôs hoje aos ministros as necessidades atuais da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), que se prepara para fazer frente a uma nova ofensiva dos talibãs, na primavera do hemisfério norte, após um período de relativa inatividade.

- Estamos determinados a pôr fim nessa tendência', declarou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmando que vários países firmaram hoje novos com a missão. Gates pediu ainda que seu cumprimento seja rápido, para que 'possam ter um impacto sobre a ofensiva de primavera.

Segundo fontes da Otan, Craddock pediu dois batalhões adicionais para o sul e o leste, onde é travada a maioria dos combates contra os talibãs, e unidades menores e móveis para controlar a porosa região fronteiriça com o Paquistão.

No mês passado, Washington ofereceu mais de ¬ 8 bilhões adicionais em ajuda militar e de reconstrução para o Afeganistão, e prolongou por quatro meses o posicionamento de 3.200 militares dos EUA no leste, uma das regiões de conflitos mais intensos.

O Reino Unido já tinha previsto postar mais 800 soldados em junho. A Polônia havia anunciado o envio de um batalhão de mil soldados este mês. Hoje, no entanto, apenas a Lituânia ofereceu o envio de um grupo de forças especiais ao Afeganistão.

A Espanha postará quatro aviões de espionagem não-tripulados, e dará um curso de formação ao Exército afegão, ao tempo que a Itália ofereceu um avião de transporte C-130 e outras duas aeronaves de espionagem.

A maioria dos países-membros da Aliança está reticente de aumentar o número de tropas no Afeganistão, por conta da impopularidade da medida, ou porque já estão no limite do que podem oferecer.

Segundo De Hoop Scheffer, a Isaf conta com 35 mil soldados no terreno, um número que fontes aliadas esperam que aumente para 37 mil nesta primavera.

- Continuaremos pedindo que os países façam mais - declarou De Hoop Scheffer, assegurando que a Otan não permitirá que o Afeganistão 'retorne à Idade Média'.