Agência EFE
LONDRES - O sunita Tariq al-Hashimi, vice-presidente iraquiano, pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos que apressem o envio dos 21.500 soldados adicionais ao Iraque para combater a crescente onda de violência, informou a rede de televisão pública BBC.
Em declarações à emissora britânica, Hashimi, um dos dois vice-presidentes do Executivo de Bagdá, disse que as tentativas anteriores de melhorar a segurança na capital iraquiana fracassaram por falta de efetivos militares.
No sábado, 135 pessoas morreram no distrito de Sadriya, em Bagdá, no maior atentado realizado desde o início da guerra, em 2003. Nesta segunda-feira, dois ataques na capital iraquiana deixaram pelo menos 18 mortos e cerca de 60 feridos.
As forças iraquianas, em colaboração com as americanas, preparam um novo plano de segurança para combater a violência e os ataques de rebeldes em Bagdá. No entanto, o calendário da operação ainda não foi definido.
O novo centro de comando para as operações de segurança em Bagdá, que deveria começar a funcionar nesta segunda, será chefiado pelo general iraquiano Abboud Gambar, um xiita que lutou contra os EUA na Guerra do Golfo de 1991, segundo a BBC.
Hashimi, o mais alto líder sunita do país, ressaltou hoje que, caso os reforços não cheguem ao país rapidamente, a situação ficará ainda mais grave. O vice-presidente também qualificou de lenta e pouco profissional a resposta do próprio Governo iraquiano no combate à violência.
Além disso, Hashimi responsabilizou o Irã pelos recentes ataques ocorridos no Iraque, já que, na sua opinião, a amplitude dos atentados sugere que deve haver um Governo envolvido.
Apesar do apelo de Hashimi, o envio de novos soldados americanos no Iraque ainda deve demorar meses. Isso porque a decisão do presidente George W. Bush ainda está sendo discutida no Congresso americano.
Enquanto os parlamentares debatem uma resolução não vinculada à estratégia de Bush no Iraque, anunciada em janeiro, o presidente americano deve apresentar seu Orçamento de 2007 perante a Câmara, no qual solicita mais US$ 100 bilhões para os conflitos no Iraque e no Afeganistão.
A nova ofensiva conjunta com os EUA consistirá em múltiplas operações em bairros de Bagdá em busca de militantes e armas ilegais, acrescentou a BBC.
O Governo iraquiano afirmou que nesta semana dará detalhes do plano de segurança, a terceira tentativa de levar paz à Bagdá desde que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, chegou ao poder, em maio.