Agência EFE
WASHINGTON - Um relatório de 500 páginas elaborado pelo escritório do inspetor geral especial dos Estados Unidos para a Reconstrução do Iraque afirma que centenas de milhões de dólares foram gastos de forma equivocada nesta operação.
Esta entidade, que é presidida por Stuart Bowen, apresenta ao Congresso a cada trimestre um relatório sobre o andamento da reconstrução. O fundo para a reconstrução do Iraque, criado em 2003, é de US$ 21 bilhões.
O relatório deixa claro que milhões de dólares são desperdiçados na operação, como os US$ 43,8 milhões pagos pelo Departamento de Estado à DynCorp International por uma instalação usada para o treinamento de policiais construída no terreno do Palácio Adnan, edifícios que estão vazios.
Além disso, a análise afirma que 'a situação, no que se refere à Segurança, continua se deteriorando, o que impede que se progrida em determinados setores'.
A auditoria também indica que a corrupção continua presente no Iraque e a segurança de suas infra-estruturas ainda é 'vulnerável'.
Este estudo chega em um momento no qual o presidente americano, George W. Bush, tenta fazer com que o Congresso dos EUA aprove outros US$ 1,2 milhão em ajudas para a reconstrução, dentro de um plano para o Iraque que inclui o envio de mais 21.500 soldados americanos para este país.
A análise também expressa sua 'inquietação' com o histórico de despesas e gestão dos orçamentos realizado pelo Governo iraquiano. Segundo a análise, 34% dos fundos dos EUA no Iraque foram destinados à Segurança e à Justiça, 23% ficaram com o fornecimento de eletricidade, 12% com as questões ligadas à água, a mesma fatia com o desenvolvimento econômico, 9% com o petróleo, 4% com o transporte e as comunicações e a mesma quantidade com a saúde.