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DAVOS - Após anos apenas apagando o incêndio da Aids, chegou a hora de desenvolver uma estratégia de longo prazo para lidar com a pandemia - disse na quarta-feira o diretor de um fundo global criado para combater a doença.
- Quando levamos o caminhão de bombeiro para o local e começamos a debelar um incêndio, o que eu acho que está acontecendo, nossa atenção deve começar a se concentrar no longo prazo - disse à Reuters Richard Feachem, diretor-executivo do Fundo Global para o Combate à Adis, Tuberculose e Malária.
Ele participou de uma reunião de organizações internacionais e laboratórios paralela ao Fórum Econômico Mundial, para debater como a pandemia vai se desenvolver até 2025.
Nos primeiros 20 anos, o mundo não conseguiu conter a devastação provocada pela Aids nos países pobres, mas isso segundo Feachem mudou nos últimos cinco anos.
- Agora temos os primeiros sucessos, com 1,5 milhão de pessoas na terapia anti-retroviral -- e o número está dobrando a cada ano', afirmou.
A Aids atinge cerca de 40 milhões de pessoas, a maioria na África, e matou cerca de 2,9 milhões em 2006, segundo a ONU.
Mas, apesar dos recentes avanços na distribuição de medicamentos, para cada pessoa tratada há dez novos contaminados. O resultado, no dizer de Feachem, é um 'horizonte recessivo' no combate à epidemia.
Também há crescentes problemas financeiros, já que a sobrevida dos pacientes significa que eles passarão mais tempo recebendo remédios e provavelmente desenvolverão resistência, o que os obrigará a passar para os medicamentos de segunda e terceira linha, ainda mais caros.
Feachem cobrou uma prevenção coerente e disse que nos próximos anos será necessário tomar decisões sobre o papel de microbicidas vaginais e da circuncisão masculina, assim como do potencial de uma eventual vacina.