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Protestos paralisam o Líbano e deixam três mortos

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REUTERS

BEIRUTE - O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, disse nesta terça-feira que vai se manter firme contra a 'intimidação' e criticou os protestos da oposição que deixaram três mortos e mais de 110 feridos, segundo a polícia.

Manifestantes tomaram as ruas do Líbano, bloqueando estradas e montando barricadas de pneus em chamas na tentativa de derrubar o governo de Siniora. Houve confrontos com defensores do governo.

- Vamos nos manter unidos contra a intimidação. Vamos nos manter unidos contra a luta - disse Siniora em um discurso na televisão.

- O dever do Exército e das forças de segurança não permite nenhuma flexibilidade ou concessão em relação ao interesse público, ordem ou paz cívica - completou.

A onda de violência aumentou ainda mais a pressão do Hezbollah, grupo que conta com o apoio do Irã e da Síria, e de seus aliados xiitas e católicos para destituir o gabinete de Siniora, que é apoiado pelo Ocidente. A oposição quer a realização de eleições parlamentares antecipadas.

Soldados libaneses tentaram manter os grupos rivais longe um do outro, mas a polícia disse que um integrante do partido pró-governo Forças Libanesas morreu com um tiro na cabeça na cidade de Batroun, ao norte de Beirute. Duas outras pessoas foram mortas a tiros em Trípoli. Segundo a polícia, 45 pessoas ficaram feridas à bala, a maioria nas cidades cristãs de Biblos e Halba.

Os protestos fizeram com que Siniora atrasasse sua viagem para Paris, onde vai participar de uma conferência internacional de doações para o Líbano. De acordo com dados policiais, mais de 110 pessoas ficaram feridas nos confrontos em Beirute e nas áreas cristãs do norte do país.