Agência EFE
BEIRUTE - Primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, pediu hoje à oposição que trabalhe junto 'para salvar o Líbano', após a onda de violência registrada na greve geral convocada pelos opositores, encabeçada pela milícia xiita Hisbolá.
O chefe do Governo fez o pedido num breve discurso televisionado.
- Nossas mãos continuam abertas ao diálogo para o alcance de um acordo através do debate.
Com a greve geral, a oposição libanesa tentou forçar a renúncia do Governo e convocar eleições antecipadas.
A mensagem do primeiro-ministro é emitida no dia em que o Líbano ficou praticamente paralisado por uma greve geral, a qual causou inúmeros distúrbios e incidentes que causaram várias vítimas, segundo meios de comunicação locais e fontes de segurança.
Além disso, Siniora pediu aos deputados que desempenhem seu trabalho para salvar o país, que, disse, 'está frente a alternativas cruciais, tais como viver juntos e defender os interesses e os direitos dos libaneses, assim como a paz com o apoio dos países amigos'.
Siniora se dirigiu aos grevistas, que fecham estradas e aeroportos de Beirute, paralisando o país, e pediu-lhes que tenham consciência de que seguem 'por uma via contrária aos interesses do país": 'Olhem bem a situação perigosa em nossa volta'.
- Durante a greve geral aconteceram coisas que superaram todos os limites e nos lembram os conflitos, a guerra e a tutela - em alusão aos 15 anos de guerra civil e controle sírio sobre o Líbano.
Siniora disse que 'as ameaças constituem uma violação aos direitos dos libaneses'.
- São contrárias à democracia e representam um grande perigo para a vida em comum - acrescentou.